sábado, 29 de março de 2025

Livros são clareiras, ar e luz

O paralelo entre este blog e "O Jardim Secreto", de Frances Hodgson Burnett se faz quando imaginamos que o jardim encontrado pela protagonista Mary Lennox estava sem respirar, descuidado e quase morto, mas que, a partir do instante em que a menina se dedica a cuidar dele, abrindo clareiras para que os brotos possam receber luz e ar, o jardim volta a recuperar sua força e exuberância. 

Assim áridas são as pessoas sem arte, limitadas à realidade, que pode sufocar. É aí que entram os livros- as clareiras de Lennox (e qualquer forma de arte)- como um respiro em meio ao caos, como oxigênio e sol, como as cores das flores em um jardim antes sem vida.

Imagem: JuanReyesRuiz, em Pixabay
Imagem de Juan Reyes Ruiz, em Pixabay

"Mary não sabia nada de jardinagem, mas a grama parecia tão espessa nos trechos em que os brotos verdes despontavam que achou que eles não pareciam ter espaço o bastante para crescer. Procurou pelo chão até encontrar um pedaço de madeira bastante afiado, ajoelhou-se, cavou e arrancou as ervas daninhas e o excesso de grama até criar pequenas clareiras em volta deles. – Agora eles parecem poder respirar – falou ela depois que tinha feito as primeiras clareiras. – Vou fazer muitas outras. Vou fazer clareiras em volta de todos os brotos que vir. Se não tiver tempo hoje, posso voltar amanhã."

Burnett, Frances Hodgson. O jardim secreto (Clássicos da literatura mundial) (Portuguese Edition) (pp. 68-69). Tricaju. Edição do Kindle por R$ 9,90 na Amazon. Pesquisa de preço em 29/03/25

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