E poesia precisa de razão?
De motivo?
Claro que não
Às vezes, ela só precisa de você
Pra acontecer
Lembram-se do que
já conversamos? Sobre como ler nos ajuda a conhecer e explicar sentimentos e
experiências, mesmo aqueles que nem somos capazes de nomear? Pois bem, eis este
trecho do belíssimo poema da escritora americana Mary Elizabeth Frye.
Clique na imagem
do original para acompanhar vídeo e leitura em inglês.
Por que fazer
isso?
Por razão
nenhuma, só porque é lindo. Lindo, triste e pleno da mais desejada promessa, a
de que continuamos a viver para sempre nas pequenas belezas das
coisas...
Não se ponha a chorar sobre meu túmulo.
Eu não estou aí.
Eu não durmo.
Eu sou mil ventos que sopram.
Eu sou o brilho de diamante na neve.
Eu sou a luz do sol nos grãos maduros.
Eu sou a chuva gentil de outono,
Quando você estiver acordado no silêncio da manhã.
Quando você estiver acordado no silêncio da manhã.
Eu sou a disparada rápida e inspiradora
De pássaros quietos voando em círculo.
Eu sou as estrelas suaves que brilham à
noite.
Não se ponha a chorar sobre meu túmulo.
Eu não estou aí.
Eu não morri.
(trad. da versão em vídeo)
(trad. da versão em vídeo)
Fonte da imagem: Pinterest

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