quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Poesia todo dia. Curte poesia? Esta série é pra você!


E poesia precisa de razão?
De motivo?
Claro que não
Às vezes, ela só precisa de você
Pra acontecer


Lembram-se do que já conversamos? Sobre como ler nos ajuda a conhecer e explicar sentimentos e experiências, mesmo aqueles que nem somos capazes de nomear? Pois bem, eis este trecho do belíssimo poema da escritora americana Mary Elizabeth Frye.

Clique na imagem do original para acompanhar vídeo e leitura em inglês.

Por que fazer isso?
Por razão nenhuma, só porque é lindo. Lindo, triste e pleno da mais desejada promessa, a de que continuamos a viver para sempre nas pequenas belezas das coisas... 


Não se ponha a chorar sobre meu túmulo.
Eu não estou aí.
Eu não durmo.
Eu sou mil ventos que sopram.
Eu sou o brilho de diamante na neve.
Eu sou a luz do sol nos grãos maduros.
Eu sou a chuva gentil de outono,
Quando você estiver acordado no silêncio da manhã.
Eu sou a disparada rápida e inspiradora
De pássaros quietos voando em círculo. 
Eu sou as estrelas suaves que brilham à noite.
Não se ponha a chorar sobre meu túmulo.
Eu não estou aí.
Eu não morri.

(trad. da versão em vídeo)


Fonte da imagem: Pinterest


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